Black Friday 2025: Os meus 7 truques infalíveis para não ser enganado e poupar a sério

A Black Friday de 2025 está a chegar! Aprenda com a minha experiência a evitar fraudes, a identificar falsas promoções e a aproveitar os melhores descontos com este guia prático.

Black Friday

Este artigo foi originalmente escrito para a Black Friday 2024, mas foi totalmente revisto para a Black Friday de 2025.

A Black Friday está quase a chegar (este ano a 28 de novembro) e, com ela, a promessa de grandes descontos e a tentação de começar as compras de Natal. Confesso que adoro a adrenalina de encontrar um bom negócio, mas, ao longo dos anos, também já aprendi algumas lições da maneira mais difícil.

Já caí em “promoções” que não eram assim tão especiais e já senti a frustração de ver um produto esgotar porque não me preparei. Hoje, como entusiasta da poupança e com a minha paixão por dados, tenho um método. E é esse método, refinado ao longo de várias Black Fridays, que quero partilhar consigo.

Esqueça as listas de 12 dicas genéricas. Estes são os meus 7 truques essenciais e testados para navegar neste período caótico, evitar as armadilhas e garantir que cada euro gasto é um euro bem investido.


A preparação: o que faço antes da Black Friday

O segredo para uma Black Friday de sucesso não está no próprio dia, mas nas semanas que a antecedem. É aqui que separamos os amadores dos profissionais da poupança.

1. Crio a minha “lista de alvos” (e o meu orçamento de guerra)

O maior erro da Black Friday? Comprar por impulso. A minha regra de ouro é simples: se não estava na minha lista, não entra no meu carrinho.

  • A minha experiência: Há uns anos, comprei uma air fryer de uma marca desconhecida só porque estava com 70% de desconto. Parecia um negócio incrível. Resultado? Deu problemas ao fim de seis meses e a assistência era inexistente. Foi dinheiro deitado fora. Desde esse dia, a minha abordagem mudou.
  • O que eu faço: Em outubro, crio uma nota no telemóvel com duas colunas: “O Que Preciso” (ex: um novo aspirador) e “O Que Gostaria de Ter” (ex: aquela coluna de som nova). Ao lado de cada item, defino um preço máximo que estou disposto a pagar. Se a promoção da Black Friday não bater esse preço, simplesmente não compro.

2. Visto o meu fato de “detetive de preços”

A tática mais antiga do manual de marketing manhoso é inflacionar os preços um mês antes para simular um desconto maior. Felizmente, hoje temos ferramentas para expor esta prática.

  • A minha experiência: No ano passado, andava de olho num monitor para o computador. O preço normal era 300€. Duas semanas antes da Black Friday, subiu para 380€. No próprio dia, apareceu com um grande alarde: “PROMOÇÃO BLACK FRIDAY: 290€!”. Parecia um desconto de 90€, mas, na realidade, a poupança era de apenas 10€ face ao preço original.
  • As minhas ferramentas: Para evitar isto, uso duas armas secretas que todos deviam ter:
    • KuantoKusta: Indispensável para o mercado português. Permite ver o histórico de preços e perceber se o desconto é real ou apenas fogo de vista.
    • CamelCamelCamel: O meu melhor amigo para compras na Amazon. Insiro o link do produto e ele mostra-me o preço mais baixo de sempre. Se o preço da Black Friday não estiver perto desse mínimo, sei que posso esperar por uma oportunidade melhor.

3. Faço uma verificação de segurança (uma lição da minha profissão)

Como Engenheiro de Segurança, esta é a minha área. Na Black Friday, a internet enche-se de lojas falsas e tentativas de phishing.

  • A minha experiência: Já recebi emails que pareciam ser de lojas conhecidas com promoções inacreditáveis. O truque é simples: nunca clico diretamente nesses links. O logótipo pode ser igual, as cores podem ser as mesmas, mas o link pode levar-nos para um site clone criado para roubar os nossos dados.
  • O que eu faço:
    • Acedo sempre diretamente: Escrevo o endereço da loja (ex: worten.pt) no navegador.
    • Verifico o “https”: Garanto que o site tem um cadeado e começa por https://.
    • Desconfio de ofertas “boas demais”: Uma PlayStation 5 a 150€? É fraude. Ninguém oferece descontos tão grandes em produtos de alta procura.

No dia D: as táticas para comprar (e poupar) a sério

Com a preparação feita, o dia da Black Friday torna-se muito mais calmo e estratégico.

4. Uso métodos de pagamento que me protegem

  • A minha experiência: Uma vez comprei um gadget numa loja online nova que só aceitava transferência bancária. O produto nunca chegou e o dinheiro nunca mais o vi. Uma lição cara.
  • O que eu faço:
    • PayPal é o meu preferido: Oferece uma camada extra de proteção ao comprador. Se houver problemas, o PayPal intervém.
    • Cartão de crédito (MB WAY): É a segunda melhor opção, pois a maioria dos bancos tem mecanismos de proteção contra fraudes (chargeback).
    • Nunca, mas nunca, faço transferências bancárias para lojas que não conheço a 100%.

5. Leio as letras pequenas (especialmente as devoluções)

  • A minha experiência: Comprei umas calças numa promoção fantástica, mas o tamanho estava errado. Quando fui para trocar, descobri que os “artigos em promoção de Black Friday não aceitam devoluções”. Fiquei com as calças a ganhar pó no armário.
  • O que eu faço: Antes de clicar em “Comprar”, procuro sempre a página de “Política de Devoluções” e leio as condições específicas para a Black Friday. Se não for claro, prefiro não arriscar.

6. Aproveito os “bónus”: cashback e pontos

  • A minha experiência: Durante anos, ignorei os programas de cashback, achando que davam muito trabalho para pouco retorno. Erro crasso. No ano passado, acumulei mais de 50€ em cashback só com as compras de Black Friday e Natal, usando uma plataforma como a Beruby.
  • O que eu faço: Antes de fazer a compra, verifico sempre se a loja está presente numa plataforma de cashback. É um desconto extra, por vezes de 5% ou 10%, que recebemos de volta uns meses depois. É dinheiro grátis.

7. Controlo o impulso com a “regra das 24 horas”

  • A minha experiência: Vejo um smartwatch com 40% de desconto. O site diz “SÓ MAIS 2 HORAS!”. A urgência instala-se. Sinto que tenho de comprar agora.
  • O que eu faço: Respiro fundo. Adiciono o produto ao carrinho, mas não finalizo a compra. Fecho o separador e vou fazer outra coisa. Se, passadas umas horas (ou na manhã seguinte), eu ainda sentir que aquele produto me faz mesmo falta e que o negócio é bom, volto e compro. Em 90% dos casos, a vontade desaparece e percebo que era apenas o marketing a funcionar.

Espero que a minha experiência e estas táticas o ajudem a navegar pela Black Friday de 2025 com mais confiança e a fazer compras verdadeiramente inteligentes.


A estas técnicas, poderá juntar algumas dicas que partilhamos num artigo sobre poupança no dia-a-dia. Esse artigo é periodicamente atualizado para que os truques sejam sempre relevantes para si.

Utiliza mais alguma técnica para além destas? Partilhe na secção de comentários para que os outros leitores possam tirar partido dela!


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